Espondilite Anquilosante: sintomas, diagnóstico e tratamento

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13/02/2026

Espondilite Anquilosante: sintomas, diagnóstico e tratamento

A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que pertence ao grupo das espondiloartrites. Ela afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas (região entre a coluna e a pelve), podendo levar, ao longo do tempo, à limitação progressiva da mobilidade.

Mais comum em homens jovens, geralmente com início entre os 15 e 40 anos, a doença também pode acometer mulheres, embora, nelas, a apresentação clínica muitas vezes seja menos clássica, o que pode atrasar o diagnóstico.

Neste artigo, você vai entender melhor o que é a espondilite anquilosante, quais são seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento.

O que é Espondilite Anquilosante?
A espondilite anquilosante é uma doença autoimune e imunomediada, ou seja, ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, especialmente articulações e ênteses (locais onde tendões e ligamentos se inserem nos ossos).

Com o tempo, a inflamação persistente pode levar à formação de novas estruturas ósseas e à fusão das vértebras, condição conhecida como anquilose, popularmente chamada de “coluna em bambu”.

Qual é a causa da Espondilite Anquilosante?
A origem da espondilite anquilosante envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Existe forte associação com o gene HLA-B27, mas é importante destacar que:

- Nem todas as pessoas com HLA-B27 desenvolvem a doença;
- Nem todos os pacientes com espondilite anquilosante possuem esse gene;
- Fatores infecciosos e ambientais podem atuar como gatilhos em indivíduos geneticamente predispostos.

Principais sintomas
- Instalação gradual (insidiosa)
- Dor que piora com o repouso
- Melhora com atividade física
- Rigidez matinal prolongada (geralmente superior a 60 minutos)

Outros sintomas podem incluir
- Dor e rigidez na coluna dorsal e cervical
- Dor alternante nas nádegas
- Entesite, especialmente dor no calcanhar (tendão de Aquiles)
- Artrite periférica, principalmente em membros inferiores
- Fadiga persistente

Manifestações extra-articulares
- Uveíte anterior (inflamação ocular)
- Associação com doença inflamatória intestinal
- Alterações cardíacas e pulmonares (mais raras)

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencial para evitar progressão da doença e complicações estruturais. Ele envolve:

1. Avaliação clínica para entender o histórico da dor lombar inflamatória e analisar se tem redução da mobilidade da coluna ao exame físico;
2. Exames de imagem por meio da ressonância magnética das articulações sacroilíacas: fundamental nas fases iniciais, pois detecta inflamação ativa; e radiografia das sacroilíacas: identifica alterações estruturais mais tardias
3. Exames laboratoriais: PCR e VHS (marcadores inflamatórios), pesquisa do HLA-B27 (auxilia, mas não confirma diagnóstico isoladamente).


Tratamento

Objetivo:
- Controlar a inflamação
- Aliviar a dor
- Preservar a mobilidade
- Prevenir danos estruturais

O plano terapêutico pode incluir:
- Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): são a base do tratamento inicial;
- Sulfassalazina e Metotrexato para tratamento do quadro periférico;
- Imunobiológicos, como os inibidores de TNF e de IL-17: indicados nos casos com atividade persistente apesar do tratamento convencional;
- Medidas não farmacológicas: exercícios físicos regulares, fisioterapia, alongamento;
- Acompanhamento com reumatologista.

Quais são as possíveis complicações?
Sem tratamento adequado, a espondilite anquilosante pode levar a fusão das vértebras (anquilose), perda significativa da mobilidade, dor crônica e limitação funcional.

Quando procurar um reumatologista?
Se você apresenta dor lombar crônica com características inflamatórias, especialmente antes dos 40 anos, é importante buscar avaliação especializada. A reumatologia é a especialidade médica responsável pelo diagnóstico e tratamento das doenças autoimunes e inflamatórias articulares, incluindo a espondilite anquilosante.

O acompanhamento regular permite controle adequado da doença e melhora na qualidade de vida!



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